Milho: Com seca, preços no BR...

Notícias Agrícolas
02/05/2018 11h05

 

Com o cenário climático ameaçando a segunda safra brasileira de milho, os preços do cereal já começam a reagir de forma bastante expressiva no mercado nacional. Somente no pregão da última  segunda-feira (30), os futuros do milho negociados na BM&F subiram de 1,5%- apesar da leve baixa do dólar -, com os ganhos mais intensos sendo registrados nos contratos referentes à safrinha. 

Ao se comparar com 30 de janeiro, o vencimento maio/18, que tem a última referência em R$ 40,08 por saca, acumula uma alta de 22,20% e, em relação a 23 de março, de 6,17%. Ao considerar o julho, o ganho em relação ao mês passado é de 7,36% e o último preço é de R$ 39,40. Já ao analisar o setembro, que fechou o último pregão com R$ 39,00,  é possível ver um saldo positivo mensal de 12,72% e uma alta acumulada nos últimos quatro meses de 22,26%. 

E essa deve ser a tendência para os preços do grão, ao menos por enquanto, como explicam analistas e consultores de mercado. 

Os preços vêm se recuperando das baixas recentes, quando o mercado sentiu a pressão de uma oferta ainda com os compradores ligeiramente mais retraídos e com os vendedores vindo a mercado com um pouco mais de frequência. 

"No entanto, algumas praças, especialmente as consumidoras, registraram reações nos últimos dias, impulsionadas por especulações quanto ao desenvolvimento das lavouras de segunda safra e pela valorização do dólar frente ao Real. Produtores também se retraíram na última semana do mês, firmes quanto aos valores de venda, atentos ao desenvolvimento das lavouras e no aguardo de melhores oportunidade de negócios, principalmente para exportação", diz o Cepea em seu boletim diário desta segunda.

O atual cenário muda também o ritmo da comercialização no Brasil, especialmente entre as vendas a futuro. A incerteza sobre o potencial efetivo das lavouras faz com que os produtores evitem novas operações de hedge, mas, ao mesmo tempo, traz os compradores ao mercado na tentativa se defenderem de novas altas e para garantirem sua oferta, como explica o consultor em agronegócio Ênio Fernandes, da Terra Agronegócios. 


MAIS NOTÍCIAS